Complexo Aquático de Piracicaba completa um ano fechado e escancara abandono, desperdício de dinheiro público e omissão da Prefeitura
Após milhões investidos e sucessivas reformas fracassadas, espaço segue interditado, obras paradas e população privada de um serviço essencial
O Complexo Aquático Dr. Samuel de Castro Neves, um dos principais equipamentos públicos esportivos de Piracicaba, completa um ano fechado em janeiro de 2026, mergulhado em abandono, indefinição e descaso. O espaço, que já havia ficado dois anos interditado para reformas, foi reaberto em 2022 e novamente fechado no início de 2025 por graves problemas estruturais, que persistem até hoje.
Antes da interdição, cerca de 600 a 1.000 pessoas eram atendidas mensalmente com atividades de natação e hidroginástica. Hoje, o cenário é de obras paradas, piscinas tomadas por água parada, lodo, infiltrações, rachaduras, vazamentos, bolor e completa falta de manutenção, situação que se arrasta há meses sem qualquer solução concreta.
Mesmo após a Prefeitura informar, em julho de 2025, que aguardava a conclusão de um laudo técnico para definir as intervenções necessárias, nenhuma obra foi iniciada até o momento. O resultado é um espaço público deteriorado, fechado à população e símbolo do desperdício de recursos.
Desde 2010, foram abertas sete licitações, com gastos que somam R$ 2,25 milhões, sem que os problemas estruturais fossem resolvidos. A última e maior reforma, iniciada em 2020, teve valor licitado de R$ 1,29 milhão, foi entregue em 2021 com falhas, reabriu em 2022 e voltou a apresentar os mesmos problemas, culminando em nova interdição.
Diante da gravidade da situação, a Prefeitura abriu um processo administrativo contra a empresa responsável pela última reforma, que segue em andamento. No entanto, enquanto processos se arrastam, a população segue penalizada.
Vistorias recentes apontam piscinas desativadas e danificadas, acúmulo de água e sujeira, rachaduras, desníveis, infiltrações no telhado, portas apodrecidas e uma casa de máquinas totalmente comprometida, com vazamentos, bolor e equipamentos inutilizados.
Atualmente, apenas cerca de 80 alunos são atendidos por meio de uma parceria provisória com a Esalq-USP, número irrisório diante da demanda histórica do complexo. A Prefeitura afirma buscar novas parcerias, mas não apresenta prazos claros para a reabertura do espaço.
“É inadmissível que a Prefeitura trate o dinheiro público e a população com tamanho descaso. Foram milhões gastos, anos de reformas mal feitas e o resultado é um complexo fechado, abandonado e servindo apenas como retrato da incompetência administrativa. Vou cobrar, fiscalizar e exigir responsabilização até que esse espaço seja devolvido à população de Piracicaba,” relata o vereador.
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