Respostas genéricas e indefinição marcam relação da Prefeitura com demandas do Legislativo
Vereador critica falta de prazos e transparência em respostas repetitivas da pasta responsável pelo trânsito e segurança viária
André Bandeira cobra posicionamento concreto após sucessivas respostas padronizadas da Secretaria de Trânsito que classificam pedidos como “dependentes de estudos” sem apresentar prazos.
Três requerimentos protocolados pelo vereador André Bandeira foram respondidos pela Secretaria Municipal de Segurança Pública, Trânsito e Transportes com exatamente a mesma frase: “A indicação não foi respondida porque depende de estudos de viabilidade. Há diversas demandas e solicitações em avaliação técnica, que precisam seguir ordem de análise conforme critérios de necessidade, segurança e disponibilidade operacional.”
Os ofícios, assinados pelo secretário Odair Luiz de Melo, não especificam quais indicações estão sendo analisadas, nem fornecem prazo estimado para qualquer tipo de conclusão. Em todos os casos, a Prefeitura se limita a justificar a ausência de resposta com a alegação de “alta demanda”. A secretaria se omitiu completamente.
Para o parlamentar, a postura evidencia falta de planejamento e transparência. “Não é possível que a Secretaria de Trânsito não consiga sequer informar ao cidadão se uma demanda simples como uma faixa de pedestres ou melhoria na sinalização será atendida em seis meses, um ano ou nunca. A população não pode ficar refém de estudos eternos”, criticou Bandeira.
Os pedidos originais, feitos por meio de indicações ao longo de 2025, incluem serviços como reforço de sinalização e instalação de travessias elevadas, itens básicos para a segurança viária. Procurada, a Secretaria não informou quantas demandas aguardam análise nem qual o critério objetivo de priorização. A pergunta que fica é: a secretaria ao menos se preocupa com a segurança dos pedestres e dos motoristas? Qual a razão para tanta omissão?
O vereador questiona ainda se a Prefeitura tem competência e capacidade para atender os munícipes da cidade. “Se não consegue dar uma resposta objetiva sobre um pedido de faixa de pedestres, como podemos confiar que a segurança viária é uma prioridade? A população tem o direito de saber se o poder público se importa ou não com a vida de quem atravessa as ruas todos os dias”, concluiu Bandeira.